30 de março de 2020 gesto.corretora

GRUPOS DE RISCO: Entenda melhor quem está neles e quais os cuidados para essa população

A COVID-19 pode ser contraída por qualquer pessoa, independente da faixa etária e condições de saúde (se é uma pessoa saudável ou com alguma doença prévia). 

Entretanto, sabe-se que existe um grupo de risco (composto por idosos, doentes crônicos, imunodeprimidos e tabagistas) que, caso contaminados, possuem maiores riscos de agravo na evolução da doença. Essas pessoas podem ter uma taxa de mortalidade até nove vezes maior comparada à uma pessoa sem doenças preexistentes, isso porque essas doenças promovem enfraquecimento do sistema imunológico e maior “stress” sistêmico, reduzindo a capacidade de defesa do nosso organismo.

Entendem-se como doentes crônicos populações que possuem diagnóstico prévio de doenças como: diabetes, hipertensão, patologias cardiovasculares, doenças renais, pulmonares (como a DPOC, por exemplo [doença pulmonar obstrutiva crônica]) e asma/bronquites crônicas.

Mas como cuidar dessa população? Existe alguma recomendação específica?

Primeiro, devemos começar pelo “básico”. Esta população deve manter os mesmos cuidados de higiene que qualquer outro grupo, além da prática de isolamento no período de quarentena. Também é muito importante que essa população seja totalmente aderente à campanha de vacinação contra a gripe (que apesar de não proteger contra o coronavírus, auxilia no diagnóstico precoce, visto que descarta mais facilmente outros tipos de gripe). 

Agora, especificamente falando para as patologias existentes  nesse grupo de risco, existem recomendações específicas a serem seguidas, tanto em relação à alimentação, quanto a cuidados clínicos. É importante ressaltar que quanto maior o cuidado com a doença pré-existente, mais fortalecido estará o organismo, caso exista contaminação.

Abaixo, elencamos os cuidados específicos para populações de cada patologia do grupo de risco:

DIABÉTICOS: o portador desta patologia deve seguir as recomendações de controle glicêmico orientadas pelo médico e nutricionista que o acompanha, ou seja, tomar corretamente as doses de medicações (hipoglicemiantes orais ou estabilizadores glicêmicos), não ficar muito tempo em jejum, fracionando as refeições. Dando preferência a alimentos naturais bem cozidos e cereais integrais ao invés de carboidratos simples. Muito importante também consumir alimentos ricos em fibras (frutas, verduras refogadas, legumes) e manter-se sempre hidratado.

HIPERTENSOS: muito importante manter o controle medicamentoso para a patologia ser considerada estabilizada. Em relação à alimentação, a recomendação principal é evitar alimentos superindustrializados como temperos prontos, refeições congeladas, entre outros (por conter uma alta concentração de sódio) e realizar as refeições de forma fracionada, sempre reduzindo o sal. 

DOENÇAS RENAIS: em patologia crônica renal, é muito importante o paciente realizar o acompanhamento médico e nutricional, mantendo o contato contínuo com esses profissionais. Dependendo do grau da patologia, os cuidados medicamentosos e alimentares serão ajustáveis. Contudo, de maneira geral, 

DOENÇAS PULMONARES e ASMA: para esses casos, é fundamental seguir orientações médicas de limpeza e arejamento de ambientes, bem como fazer o bom uso das medicações regulares. Em relação à alimentação, alimentos com propriedades anti inflamatórias podem auxiliar, eles são os que possuem boas fontes de ômega 3, como peixes por exemplo (salmão, sardinhas frescas), oleaginosas (castanhas, amendoins, nozes). O mel e o gengibre também possuem propriedade inflamatória. Alimentos antioxidantes também são recomendados, como os de cor amarelo-alaranjado.

DOENÇAS AUTOIMUNES: pessoas que convivem com doenças autoimunes devem praticar uma alimentação segura e variada, para garantir que o organismo receba nutrientes de diferentes fontes. Quando se fala em segurança alimentar, é válido lembrar da correta higienização dos alimentos crus (o hipoclorito de sódio é o produto recomendado para esta finalidade, é importante seguir as recomendações do fabricante) ou então em dar preferência ao consumo de alimentos bem cozidos.

Todos esse cuidados e o acompanhamento contínuos são essenciais. É válido lembrar que o contato com os seus profissionais de saúde particulares devem ser mantidos, mas que a circulação em hospitais e consultórios não é recomendada em casos de apenas acompanhamento (consultas eletivas). Como estamos frente à uma pandemia, é importante observar as novas regras dos conselhos profissionais (CRM – conselho regional de medicina e CRN – conselho regional de nutrição) já liberaram apoio em telemonitoramento para evitar deslocamentos desnecessários. O cuidado nos grupos de risco é muito importante e essencial para o combate à essa pandemia.

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