9 de junho de 2020 gesto.corretora

Saúde mental no contexto da COVID-19

Desde março deste ano, enfrentamos a pandemia de coronavírus (COVID-19) e , de uma hora para outra, precisamos entrar em isolamento a fim de conter o avanço e obter o famoso “achatamento da curva”, que evitaria uma “explosão” muito rápida de casos e garantindo a disponibilidade de recursos e serviços em saúde para todos que necessitarem. 

Por si só, a ocorrência de uma pandemia já pode impactar nossa saúde mental, estando todos sob grande pressão psicológica, com todas as incertezas atreladas a essa situação e à dificuldade para planejar o futuro. A sensação de isolamento e solidão decorrente do confinamento é mais um agravante, podendo deixar tudo mais estressante. Em pandemias passadas, como as de SARS em 2003 e H1N1 em 2009, foi evidenciado nas populações dos países mais afetados um aumento dos níveis de ansiedade, medo, depressão e insônia. Pessoas com histórico prévio de transtornos psicológicos e profissionais de saúde podem ser ainda mais afetados.

Com tudo isso, elencamos sete dicas do que pode ser feito para lidarmos melhor com essa situação:

  1. Não associe a doença a um grupo social ou a uma nacionalidade em particular, não se pode culpar as pessoas acometidas, pelo contrário, elas precisam de nosso apoio nesse momento.
  2. Se você tiver conhecimento de alguém que teve diagnóstico positivo para COVID-19, não exclua essa pessoa. É importante reduzirmos o estigma e separarmos quem a pessoa é do diagnóstico que ela teve.
  3. Procure diminuir ou reservar um momento específico do dia para as notícias sobre a pandemia, e busque sempre por informações de fontes confiáveis (confira aqui também a página Gesto de informações confiáveis) para tomar qualquer ação para proteger a si mesmo e às pessoas próximas de forma efetiva.
  4. Dê atenção a sua saúde física, na medida do possível, procure se manter ativo e fazer exercícios em casa, muitos deles não exigem equipamentos específicos e podem ser seguidos com segurança pela maior parte das pessoas.
  5. Busque se alimentar bem, se possível, preparando a maior parte das refeições em casa, e adeque as porções consumidas para sua nova necessidade calórica diária (confira aqui as orientações de nossa nutricionista da Gesto). 
  6. Considerando o contexto de home-office e o espaço limitado que teremos à disposição, tente, quando possível, delimitar espaços diferentes para realizar cada atividade, como um espaço para descanso, outro para lazer e outro para trabalho. Essa divisão, mesmo que simples, pode ajudar a melhorar a qualidade do sono e a nossa concentração. 
  7. Faça o possível para seguir as orientações oficiais de sua localidade. Quanto maior a adesão às medidas de distanciamento social maior será a diminuição do risco e mais cedo será possível a abertura e retomada das atividades habituais as quais estávamos acostumados.

 

Neste momento, também é extremamente importante priorizarmos nossas conexões, mesmo que à distância, mantendo contato constante com as pessoas próximas a nós, e não hesitar em procurar ajuda profissional, caso estiver se sentindo sobrecarregado e julgar necessário, inclusive com os diversos serviços sendo oferecidos on-line neste momento.

Confira também o vídeo do Dr. Felipe Toledo, médico integrante da Gestão de Saúde da Gesto, sobre como manter a saúde mental durante a pandemia: @gesto_beneficiario

 

Autores:

Time de dados da GESTO
Matheus Ferreira
Patricia Picardi

, , ,